BRASIL

QUEM É O VIZINHO DE GILMAR MENDES EM LISBOA

Gilmar Mendes comprou um belo apartamento em Príncipe Real, Lisboa, há cerca de dois anos. O imóvel é avaliado em 600 mil euros.

Ele tem como vizinho no edifício Sidnei Gonzalez, diretor de mercado da FGV e responsável por organizar diversos eventos em parceria com o IDP.

Gonzalez disse a O Antagonista que pouco vê o ministro. “Só cruzei com ele aqui em Lisboa uma vez. Foi uma grande coincidência ele comprar no mesmo edifício, pois eu tenho o apartamento há cinco anos.”

O diretor da FGV afirmou ainda que “a relação com o ministro Gilmar é 98% profissional.” “Ele me conhece bem, mas é sempre muito formal. Sou amigo mesmo dos ministros João Otávio de Noronha e Dias Toffoli.”

Desde 2010, a FGV e o IDP já realizaram pelo menos 11 eventos conjuntos.

Ontem o MPF pediu o impedimento de Gilmar Mendes nos casos envolvendo Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio preso na Operação Jabuti.

No ofício, os procuradores justificaram a suspeição com base num repasse de R$ 50 mil da Fecomércio para o IDP, em 2016. O valor consta de relatório de inteligência da Receita Federal.

O mesmo documento registra um total de R$ 4,4 milhões em pagamentos à Fundação Getúlio Vargas, nos anos de 2013, 2014, 2016 e 2017. A FGV possui convênio com a Fecomércio para a prestação de consultorias, auditorias e realização de eventos – inclusive os seminários do IDP, no Brasil e em Portugal.

Sidnei Gonzalez, diretor de mercado da FGV, admite que parte dos recursos da Fecomércio foram usados no pagamento de despesas com a organização dos eventos do IDP, como passagens aéreas e diárias de hotéis aos palestrantes. Mas diz que são contas separadas.

“Temos uma regra. Quem capta o patrocínio paga suas despesas. E nós pagamos as nossas com nosso dinheiro”, diz, em referência ao patrocínio da Fecomércio. “É um valor baixo”, garante. “Não vivemos de eventos, mas de cursos e consultorias.”

O Antagonista apurou que essas despesas com hotéis e passagens aéreas, além de almoços e jantares, podem alcançar até R$ 200 mil.

O diretor, que é vizinho de Gilmar Mendes em Lisboa, se defende:

“Esse tipo de parceria não é exclusividade do IDP. Somos parceiros da Câmara de Comércio Brasil-EUA, da Universidade de Harvard, da Universidade de Lisboa, da USP, da UnB. A FGV é uma instituição conceituada, uma das maiores assessorias técnicas do país. É um absurdo tentarem manchar a imagem da FGV.”

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