BRASIL

MARINA ‘EMBROMA’ AO FALAR DA PRISÃO DE LULA

Cobrada na Jovem Pan sobre sua posição a respeito da prisão de Lula, Marina Silva alegou:

“Você nunca me vê tripudiando do Lula, nem tripudiando do Aécio, nem tripudiando do Cunha, nem tripudiando do Renan, nem tripudiando do Sarney e de nenhum dos envolvidos. Não é só o Lula. Sabe por quê? Porque eu tenho uma outra concepção de Justiça. Justiça não é vingança. Justiça é reparação. Numa sociedade evoluída, quando alguém, passando pelo devido processo legal, de amplo direito de defesa, ele é condenado e entregue ao Estado, ele já está entregue ao Estado. Não cabe ficar tripudiando do preso.”

Cobrada novamente sobre sua posição a respeito da prisão inédita de um ex-presidente da República, a pré-candidata da Rede prosseguiu com alegações genéricas:

“Sempre que sou perguntada, eu digo que é lamentável que se tenha lideranças políticas que poderiam estar contribuindo, seja ativamente na política institucional ou não – porque pode continuar contribuindo como acontece nos Estados Unidos –, é lamentável que tenham que ter sido interditadas por crimes que cometeram. Mas, uma vez cometendo os crimes, deve pagar pelos crimes. E, se você ler as minhas entrevistas…”

Neste momento, ao fundo, uma entrevistadora questionou se Lula cometeu, mas Marina seguiu o raciocínio como já vinha sendo construído, ignorando a especificidade da pergunta.

“…se você ler todas as coisas que eu digo, eu digo sempre a mesma coisa: cometeu, sim, e está pagando por isso. Agora, o que vocês nunca vão ver de mim é uma atitude de desrespeito com ninguém. Você me vê tripudiando do Cunha? Não. Ele está pagando pelos erros que cometeu, pelos crimes que cometeu. Isso não é uma atitude civilizatória evoluída. Numa democracia quem está preso paga pelos erros que cometeu, pelos crimes que cometeu. O Lula não pode ser candidato porque, segundo a Lei da Ficha Limpa, ele não pode ser candidato. E você não pode adaptar as leis às pessoas, por mais ricas que elas sejam, por mais populares que elas sejam, por mais poderosas que sejam. Nós não podemos ter dois pesos e duas medidas.”

O fato é que Marina não hesita em dizer, específica e diretamente, que Cunha cometeu crime, mas se esquiva em ser direta no caso de Lula, cujos votos quer herdar para ser eleita presidente.

Sobre a demora do posicionamento da Rede no impeachment de Dilma Rousseff, Marina Silva disse à Jovem Pan que seu partido se posicionou quando se configurou que havia crime de responsabilidade da petista.

“Você não pode ter atitude oportunista em coisa complicada como essa. Não se pode banalizar expediente traumático”, alegou a pré-candidata da Rede.

A cautela de Marina é em relação a quaisquer expedientes traumáticos ou a traumas que envolvem seu ex-partido, como o impeachment de Dilma e a prisão de Lula?

É só uma pergunta.

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Categorias:BRASIL

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