GERAL

COLIN FARRELL E NICOLE KIDMAN VIVEM ABSURDO DA TRAGÉDIA MODERNA

Colin Farrell estava eufórico no Festival de Cannes, em maio passado. Com dois filmes na competição – O Estranho Que Nós Amamos, de Sofia Coppola, e O Sacrifício do Cervo Sagrado, de Yorgos Lanthimos -, ele celebrava o que admitiu ser seu retorno. “Andei fazendo algumas escolhas que parece que não foram muito boas, mas agora sinto que retomei o caminho”, comemorou. Com displicente elegância de dia e impecáveis trajes a rigor à noite, Farrell foi um dos astros mais solicitados nas galas do maior festival do mundo, e nos dois filmes citados fez a montée des marches, a tradicional subida da escadaria pelo tapete vermelho, escoltava a mesma dama – Nicole Kidman, também presente em ambos os filmes.

No final, Sofia ganhou o prêmio de direção, Lanthimos, o de roteiro e Nicole recebeu um troféu especial, o do 70.º Aniversário, por sua tríplice participação – estava, também, num terceiro título fora de concurso, Top of the Lake – China Girl, a minissérie da neozelandesa Jane Campion. Em novembro, apresentada por Sofia Coppola, que a definiu como ‘uma das grandes atrizes clássicas de nossa era’, Nicole recebeu outro prêmio honorário – Glamour Woman. Fez um discurso sutilmente político – disse que, se as mulheres querem ser poderosas e obter reconhecimento, deveriam ser como Sofia Coppola. E acrescentou – “Tive uma mãe feminista e um pai que nunca se sentiu intimidado e que a apoiava. Acho que a questão é toda essa – respeito, apoio, amor.” Nicole iniciou o ano participando dos protestos de mulheres no Globo de Ouro, que venceu com a série Big Lttle Eyes, e certamente irá prossegui-los no Oscar. Ela tem sido uma das mais ativas apoiadoras do movimento Tïme’s Out. 

Colin Farrell, reabilitado de sua fase (não tão bem-sucedida) de astro de ação, continua desfrutando o prestígio de suas escolhas mais ‘artísticas’. E o diretor e roteirista Lanthimos, a essa altura, deve estar mais preocupado com o novo trabalho – uma nova versão de Ana dos Mil Dias, com Emma Stone e Rachel Weisz, programada para estrear ao longo de 2018. Farrell adora brincar com Lanthimos – “Ele me devia isso (o papel de O Sacrifício do Cervo Sagrado). Vocês sabem”, disse na coletiva do filme, “que eu não era a primeira escolha dele em A Lagosta. Yorgos tinha outro ator que estava com uma agenda mais requisitada que a minha e teve de cair fora. Entrei para quebrar o galho, e deu certo. Acho que as coisas começaram a mudar para mim com esse cara.” E Lanthimos – “Colin é um grande ator e um sujeito muito afável para se trabalhar. Gosto de gente assim. Não importa quão sombrio seja o filme, espero sempre que todo o mundo se divirta no trabalho.”

Fonte: Estadão

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