MUNDO

COLAPSO DA SAÚDE VENEZUELANA CAUSA MORTES E LEVA A PROTESTOS NAS RUAS

Pacientes protestam contra escassez de remédios em manifestação na capital, Caracas: governo venezuelano ignora cenário de crise na Saúde e rejeita clamor popular por ajuda humanitária estrangeira, dizem ativistas Foto: AP

FOTO: AP

A crise humanitária na Venezuela gerou novos protestos na quinta-feira, quando manifestantes ocuparam a Praça Alfredo Sadel de Las Mercedes, em Baruta, na Grande Caracas, exigindo melhoras no setor de Saúde e que a Assembleia Nacional investigue a escassez de remédios no país. O estopim para os novos protestos foram as mortes de pacientes com problemas renais, decorrentes da falta de equipamentos e do fechamento de 32 dos 129 centros de hemodiálise distribuídos pelo país. Na segunda-feira, a Comissão de Desenvolvimento Social do Parlamento, dominado pela oposição, informou que seis pessoas já morreram por falta de hemodiálises desde o início do ano, mas o deputado Winston Flores, que é médico, afirmou que o número de vítimas é superior a 20. Atualmente, cerca de 16 mil pessoas necessitam de tratamentos renais no país e muitas delas têm sido afetadas.

Para Feliciano Reyna, ativista do grupo Ação Solidária, que esteve presente no protesto, somente a cooperação internacional e esforços humanitários poderão ajudar o país a reverter o colapso da Saúde.

— Não há qualquer dúvida de que o que vivemos aqui é uma emergência humanitária, e há muito tempo temos advertido sobre a necessidade de cooperação internacional — afirmou ao GLOBO Reyna. — O governo, no entanto, não reconhece o estado crítico da Saúde no país, e alega que admitir a necessidade de ajuda exterior abrirá portas para intervenções estrangeiras de outra natureza.

FOTO: AFP

A economia da Venezuela entrou em crise com a queda dos preços do petróleo, seu principal produto de exportação, a partir de 2014. Sem reservas de moeda forte, e dependente de importações para insumos básicos, o país enfrenta dificuldades para comprar medicamentos e alimentos do exterior.

FOTO: REUTERS

No último fim de semana, a realização de hemodiálises voltou a ser oferecida em Barquisimeto. No entanto, os insumos enviados à cidade não serão suficientes para que as sessões de tratamento sejam realizadas na semana que vem. Daniel Colmenares, coordenador da Associação de Amigos de Pacientes Renais confirmou que, pelo menos três pessoas morreram na cidade na semana passada em decorrência da falta de serviços de diálise, além de outras duas em Maracaibo.

Fonte: O Globo

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