BRASIL

“É SÓ APRESENTAR A CARTEIRINHA DO SINDICATO”

Em janeiro de 2010, quando o filme “Lula, o filho do Brasil” estreou em São Paulo, a produtora e o diretor, Paula Barreto e Fábio Barreto, respectivamente, subiram ao palco para deixar claro que o longa não havia recebido incentivo e recursos públicos.

E agradeceram aos patrocinadores, “todos de empresas privadas”, relata trecho de reportagem de Andréia Sadi, à época no portal R7.

“Mais de 12 milhões de pessoas puderam comprar até o final de dezembro dois ingressos antecipados a R$ 5. A promoção foi uma parceria da Força Sindical e da CUT (Central Única dos Trabalhadores) com os responsáveis pelo filme. Um ingresso para assistir qualquer filme nas principais redes de cinema de São Paulo custa cerca de R$ 18.

A partir de 15 de janeiro, os sindicalizados ainda vão ter desconto, mas poderão comprar apenas um ingresso e pela metade do preço – é só apresentar a carteirinha do sindicato e documento com foto em qualquer cinema que participe da promoção.”

O então ministro Paulo Bernardo, pouco antes da exibição do filme “Lula, o filho do Brasil” no Festival de Cinema de Brasília, no fim de 2009, disse a jornalistas:

“Assisti a uma versão do filme quando a trilha sonora não estava pronta. É muito bonito, é emocionante, acho que vocês vão chorar.”

O então presidente da CUT, Arthur Henrique, disse no dia da exibição do filme “Lula, o filho do Brasil” em Brasília, em novembro de 2009, que o filme poderia ter influência nas eleições do ano seguinte.

“É uma história de vida de impacto, que pode provocar alguma influência nas eleições de 2010.”

Vocês sabem o que aconteceu de 2010 em diante.

Ainda na exibição do filme “Lula, o filho do Brasil” em Brasília, em novembro de 2009, o então ministro de Esportes, Orlando Silva, disse a jornalistas:

“Não tem nada de tititi político. O que vale é o cinema brasileiro, que tem uma boa história para contar.”

Porém, na estreia, o filme “Lula, o filho do Brasil” teve público menor do que “Xuxa e o Mistério da Feiurinha”.

Na época da estreia do filme “Lula, o filho do Brasil”, o diretor Fábio Barreto disse o seguinte à Revista Cult sobre a distribuição internacional do longa:

“O filme tem claramente uma ambição internacional, dada a qualidade técnica e a popularidade de Lula no mundo. Nós nem lançamos ainda e já dei entrevistas para jornais, revistas e televisões do mundo inteiro: LA TimesNYTimesLe FigaroEl PaísClarín, para as TVs canadense, francesa, alemã etc. A demanda e a expectativa pelo filme são muito grandes. Montamos um esquema de distribuição que pretende servir de modelo para a América Latina. Já temos certa experiência, por exemplo, com o Dona Flor e Seus Dois Maridos, e queremos dar continuidade a isso. Dona Flor, por exemplo, foi o filme estrangeiro mais visto na história da Argentina, mais do que qualquer blockbuster norte-americano. Pelo que representa o Lula hoje no mundo, esse filme vai despertar muita curiosidade.

Fonte: O Antagonista

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