POLÍTICA

CONGRESSO CRITICA O SILÊNCIO DE WESLEY BATISTA

O petista Wadih Damous diz, olhando para Wesley Batista, que o fato de ele permanecer em silêncio na CPI é um “ato de covardia”.

“É uma pena. O silêncio, em casos como esse, não deixa de ser um ato de covardia. Eu acho que nenhum delator está arrependido de coisa nenhuma.”

O petista acrescentou que Wesley poderia aproveitar a oportunidade para “demonstrar ato de contrição”, uma vez que se diz arrependido.

Essa é uma das perguntas mais feitas a Wesley Batista na sessão conjunta que ocorre neste momento das CPIs da JBS e do BNDES:

“Por que o ex-procurador da República Marcelo Miller não está preso?”

Wesley repete: “Vou usar o meu direito constitucional de ficar em silêncio”.

João Rodrigues, do PSD de Santa Catarina, vai, de novo, para cima de Wesley Batista, a quem ele diz ser participante de uma quadrilha.

“Talvez, neste momento, o senhor queira ser apenas o açougueiro do frigorífico, e não o dono do grupo. Mas quando o senhor se envolveu em ações promíscuas, o senhor cometeu crimes graves. O senhor pegou dinheiro ilícito, está provado, para pagar propina para ladrão. O senhor e o seu grupo, o senhor e a sua quadrilha. Muita gente foi cooptada pelo senhor.”

O deputado ainda afirmou que Wesley deixa claro, nas gravações às quais o país teve acesso, que ele “com deboche, tratando o Judiciário como se fosse o porão da casa de vocês, o Ministério Público como se fosse um bando de bandidos e o Legislativo brasileiro como um lugar apenas de canalhas”.

E mais:

“No dia seguinte à delação de vocês, vocês pegaram um jatinho e foram para Nova York, dando risada dos palhaços deste país. A Justiça tarda, mas não valha. Isto aqui é só um começo. Vocês vão pagar por tudo o que fizeram por este país. Vocês contribuíram para piorar este país.”

Diante do silêncio de Wesley, o deputado concluiu:

“Se falasse, seria honesto e decente pelo menos uma vez na vida. Desejo ao senhor uma boa hospedagem (na cadeia) e que ela dure por muito tempo.”

João Gualberto, do PSDB da Bahia, cobra da Presidência da CPMI da JBS a votação de requerimentos para convidar e convocar políticos envolvidos no esquemão do grupo J&F.

“Isto aqui é um circo! Cadê a acareação entre Lula e Joesley (Batista), por exemplo? O problema está nos políticos, com a conivência de empresários, claro. Mas o senhor não quer pautar os requerimentos incluindo políticos.”

Ataídes Oliveira, presidente do colegiado, disse que pautará, sim, os pedidos para convocar políticos, sejam eles de quaisquer partidos.

A assessoria de Ataídes Oliveira, presidente da CPMI da JBS, soprou em seu ouvido que o acordo de delação de Wesley Batista não foi rescindido e que, portanto, o delator tem a obrigação de falar.

O senador citou trechos da chamada Lei da Delação e afirmou que sugerirá ao MPF que os acordos de delação dos ex-executivos da JBS que ficaram em silêncio na CPI sejam rescindidos de uma vez por todas o mais rápido possível.

“Vossa excelência tem a obrigação de falar. Esse seu silêncio poderá lhe trazer prejuízos ainda maiores”, disse Ataídes, voltando-se para Wesley, que está sentado ao seu lado.

Wesley continua em silêncio, orientado por seus advogados.

 

 

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