MEIO AMBIENTE

AÇAÍ DA MATA ATLÂNTICA PODE DESESTIMULAR ROUBO DE PALMITO NA FLORESTA

A quantidade de palmeiras de palmito-juçara na Mata Atlântica é um indicador que mostra se a floresta está saudável ou não. Por esse motivo, o corte e a extração de palmito da espécie, que está ameaçada de extinção, são uma prática proibida por lei. Moradores de Cajati, município a 300 quilômetros de São Paulo, descobriram que podem gerar emprego e renda não a partir de seu desmatamento, mas pelo processamento dos frutos da árvore em polpa, que pode ser consumida como suco ou alimento, semelhante ao açaí.

Máquina separa a polpa sem danificar a semente (Foto: Divulgação)

De acordo com a ONG Iniciativa Verde, apoiadora da ação, o corte ilegal do palmito, principal uso dele na região, gera pouco dinheiro a curto prazo. A polpa juçara tende a render mais lucro por um período maior de tempo. É uma opção mais duradoura e sustentável, tanto para a comunidade quanto para a espécie da palmeira juçara.

O agricultor Juvenal Pereira de Moraes, que participa da Associação dos Agricultores Familiares de Cajati, contou que a família sempre cultivou bananal, típico na região. Há 12 anos, decidiu diversificar e aplicar um sistema agroflorestal, uma forma sustentável de cultivar alimentos preservando e recuperando a floresta nativa. “Se você visse a propriedade 20 anos atrás, iria encontrar só bananas e ninguém acreditava que nós poderíamos mudar aquela realidade. Nós conseguimos mudar”, disse.

Em 2009, a Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo plantou 5 mil mudas de palmito-juçara em Cajati. A comunidade, desde então, cuidou e cultivou a espécie, que começou a gerar os primeiros frutos. Atualmente, a regeneração acontece de maneira natural, com as sementes caindo das árvores na terra e brotando novas mudas.

A regeneração da palmeira juçara acontece de maneira natural, com a sementes que caem das árvores na terra e brotam novas mudas (Foto: Divulgação)

De acordo com Juvenal, as famílias da associação se dividem entre a colheita e o processo de produção. Ele explica que os cachos com os frutos maduros são cortados e encaminhados para a seleção. Depois de higienizados, são colocados em uma máquina que separa a polpa sem danificar a semente. O líquido produzido é recolhido e embalado para o consumo.

A máquina utilizada para separar a semente da polpa foi comprada e oferecida à associação pela ONG Iniciativa Verde. Em troca, a comunidade precisa devolver 270 quilos de sementes, que devem ser replantadas no Parque Estadual Rio Turvo, que fica na região.

Sementes que sobram no processo de produção são destinadas a projeto de reflorestamento (Foto: Divulgação)

A produção sustentável de alimentos é o tema do Festival Origem, que acontecerá entre os dias 1º e 3 de dezembro em São Paulo. O festival é organizado pelas marcas ÉPOCA, Globo Rural e Casa e Jardim. Durante o evento, alimentos com origens sustentáveis serão apresentados em palestras, oficinas de culinária, exposição de produtores e praça de alimentação.

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