LAVA JATO

O QUE PALOCCI FALTA CONTAR?

Antonio Palocci falou que Lula isso e Lula aquilo, mas precisa ir mais fundo no seu baú de memórias – e provas.

No entanto, até agora Palocci não disse nada, por exemplo, sobre as negociatas da mansão do lobby e da quebra de sigilo do caseiro Francenildo.

Tampouco falou do estranhíssimo perdão da dívida do Congo de US$ 280 milhões – no governo Dilma – que beneficiou o grupo Asperbras, cujo dono é amigo do italiano.

E dos US$ 348 milhões bloqueados numa conta de um banco em Miami e que teriam origem em negócios do PT em Angola?

E a propina do caso Portugal Telecom? E a compra de silêncio de Marcos Valério? E as negociatas com o Grupo Petrópolis? A sociedade da Oi com a Gamecorp, de Lulinha?

Nada sobre as empresas dos filhos de Lula que funcionavam no mesmo endereço da consultoria Projeto? Nada sobre a venda de decisões no Carf ou a aprovação de Medidas Provisórias? Nada sobre empresas de saúde?

Por que Palocci não entrega as contas bancárias usadas para o repasse da propina de Lula no esquema da Sete Brasil? Não vai admitir que os US$ 98 milhões devolvido por Pedro Barusco eram seus?

Palocci poderia falar também da propina que recebeu na intermediação do contrato da WTorre para a construção do Estaleiro Rio Grande (o primeiro dedicado a sondas do pré-sal). E a propina no contrato de US$ 6,5 bilhões para a construção das sondas?

Quem mais recebeu naquele episódio? Paulo Bernardo assinou o ato de entrega do terreno da União à WTorre e Dilma firmou de próprio punho o contrato da obra.

Tudo indica que a relação com Palocci rendeu à WTorre outro estrondoso contrato para erguer a bilionária – sim, bilionária –  sede da Petrobras no Rio. Até agora, infelizmente, nenhuma palavra do ex-ministro sobre o negócio.

Palocci já contou sobre quanto custou a aprovação no Congresso da capitalização da Petrobras do modelo de partilha do pré-sal – projetos capitaneados por ele?

A delação de Palocci precisa esclarecer os R$ 2 milhões que ele recebeu da JBS para prestar ‘consultoria’ na compra da Pilgrim’s e na enroscada incorporação do grupo Bertin. Palocci faria um bem ao país se explicasse por que o BNDES injetou R$ 2,5 bilhões no Bertin, mesmo ciente de que estava quebrado.

No setor de proteína animal, quem melhor do que Palocci para corroborar a versão de Joesley sobre os US$ 150 milhões pagos pela JBS a Guido Mantega, por acesso a recursos do BNDES. Esse dinheiro foi realmente usado na campanha de Dilma em 2010 – coordenada pelo próprio ‘italiano’?

Ninguém melhor do que Palocci também para dizer se Joesley mentiu ao poupar Lula em sua delação premiada. Esse último tema, inclusive, deveria estar no topo da lista dos anexos que o italiano negocia com a Lava Jato.

Ah, e se Palocci quiser contar o que sabe do caso Celso Daniel também será bem-vindo.

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