POLÍTICA

PROGRAMA ABRE CRISE NO PSDB

O presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), parece ter conseguido o que os principais adversários dos tucanos sempre sonharam: a implosão do partido. O programa de dez minutos, exibido nesta quinta-feira (17), em rede nacional dr rádio e televisão, provocou uma crise tão aguda no PSDB que Jeressati pode não amanhecer sexta-feira (18) ainda no cargo.

O programa, ruim e monótono, ignorou a crise provocada pelo envolvimento do presidente afastado do partido Aécio Neves (MG) nas delações da JBS e de Joesley Batista, e não cedeu espaço a qualquer dos seus líderes, nem mesmo o próprio Jereissati. Não atacou diretamente o governo do presidente Michel Temer mas prometeu “não defender o indefensável” e sustentou que no Brasil há o “presidencialismo de cooptação” e não de coalização. Não se sabe ao certo de o programa quis se referir à distribuição de favores do governo FHC (PSDB) para aprovar a reeleição ou ao mensalão que o governo Lula usou para cooptar apoio parlamentar ou à distribuição de cargos e emendas para manter Temer no cargo.

O programa usou apenas três atores repetindo a frase “o PSDB errou”, sem enumerar os tais erros, muto embora tenha pela frente uma campanha presidencial e ao menos dois fortes pretendentes: o prefeito paulistano João Dória e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Para dar conteúdo programático à peça publicitária, o PSDB reiterou seu compromisso de defender a adoção so sistema parlamentarista de governo, no Brasil.

O mote “o PSDB errou”, repetido à exaustão, foi apenas um truque infantil para chamar atenção do programa, mas acabou criando uma imagem negativa de um partido que comete erros. Um dos mais ácidos críticos apareceu antes mesmo de o programa ir ao ar: Orlando Morado, prefeito de São Bernardo (SP) e tucano emergente citado inclusive para disputar o governo de São Paulo, afirmou já na semana passada que o programa deveria destacar os acertos do partido, “quem foram muitos”, e não a ideia de que comete erros.

Tucanos de Minas Gerais, ligados a Aécio Neves, e de São Paulo, ligados a Alckmin, são os mais exaltados com o conteúdo (ou a falta de conteúdo) do programa do partido no rádio e na TV, e reuniões simultâneas têm sido realizadas esta noite, em Brasília e São Paulo, com vistas à substituição imediata de Tasso Jereissati na presidência interina do PSDB nacional.

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