MEIO AMBIENTE

NORDESTE PASSA POR MAIOR SEQUÊNCIA DE ANOS COM SECA EXTREMA

A Sociedade Meteorológica Americana (AMS) e a Agência os Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (Noaa) publicaram nesta quinta-feira (10) sua edição mais atualizada do The State of the climate in 2016, uma análise de como o clima se comportou no planeta no ano passado. O estudo confirma os dados preliminares divulgados no começo de 2017, mostrando que 2016 foi o ano mais quente já registrado – e que a concentração de carbono na atmosfera é a maior nos últimos 800 mil anos.

O estudo também analisa eventos extremos, e um deles chama a atenção: a seca no Nordeste. “Em 2016, a seca no Nordeste do Brasil foi observada pelo quinto ano consecutivo, fazendo dela a mais longa já registrada na região”, diz o estudo.

Os mapas abaixo mostram a situação de seca no semiárido nordestino. Eles representam os dias sem chuva na região. Quanto mais vermelho, maior o tempo de seca em cada ano. A imagem deixa claro que a seca que começou em 2011 continuou, chegando a seu quinto ano em 2016 – e não há indícios de que tenha melhorado em 2017.

Mapas mostrando deficiência de água, em dias, no Nordeste do Brasil em cada ano hidrológico (outubro a setembro). O primeiro mapa (a) representa o período de 2011-2012, o segundo (b), o de 2012-2013, assim sucessivamente até o mapa (e) representar 2015-16 (Foto:  State of the Climate in 2016)

As causas da seca ainda não são completamente compreendidas. O fenômeno El Niño de 2015 pode ter influenciado, mas não explica, já que a seca começou antes. “Pesquisas recentes tentam identificar se a seca poderia ser parte de uma oscilação natural ou atribuída às mudanças climáticas causadas pelo homem”, diz o estudo.

Além do Nordeste, a Amazônia também sofreu com falta de chuvas em 2016. E o problema não é só brasileiro. Segundo o relatório, pelo menos 12% da área de superfície terrestre do planeta enfrentou condições adversas de chuva e umidade. O mapa abaixo mostra isso. Também foram registradas secas severas no sul da África, no Oriente Médio e na Austrália.

Áreas que enfrentaram seca em 2016 em comparação com a média de 1901-2016 para cada região (Foto:  State of the Climate in 2016)

Ao mesmo tempo, o mapa mostra que em algumas partes do mundo a anomalia foi oposta. Houve excesso de chuvas no sul do Brasil, por exemplo. Essa dinâmica foi prevista pelos modelos do Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC). Esses modelos mostram que, no Brasil, o aquecimento global se manifesta principalmente na mudança do padrão de chuvas.

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