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“NÃO ROUBEI, FUI APENAS UM ‘PRESTADOR DE SERVIÇOS'”

O doleiro Alberto Youssef, que cumpriu três anos de prisão, foi o primeiro delator (ou “colaborador”, como ele prefere) a dizer que Lula e Dilma Rousseff sabiam do esquema de corrupção da Petrobras.

“E eu menti? Eu não menti”, disse Youssef em nova entrevista à Veja.

“Se tem uma coisa em que você não vai me pegar é na mentira. Eu tive a coragem de falar. Era evidente que eles sabiam de tudo. O Lula já está condenado. Eu disse que derrubaria a República e derrubei.”

Alberto Youssef disse à Veja que “a Polícia Federal tomou o cuidado” de deixar Eduardo Cunha “totalmente separado” dele na cadeia.

“Eu não tenho bronca nenhuma de ninguém. Mas logicamente não conversei com o Eduardo Cunha. Quando ele estava no poder, quis ferrar as minhas filhas. Quis ferrar a minha esposa – pessoas que nunca participaram de nada. Eu nunca deixei que a minha esposa e as minhas filhas chegassem perto dos meus negócios. Eu nem sequer depositava dinheiro na conta-corrente delas. Zero.”

Youssef acusa Cunha de ter posto a empresa de investigação internacional Kroll, contratada pela Câmara dos Deputados para auxiliar o trabalho da CPI da Petrobras, atrás dele e de suas filhas.

O doleiro também conta que, no dia em que depôs na comissão, “se não fosse o advogado do Paulo Roberto Costa me segurar, eu tinha pulado para cima do [deputado Celso] Pansera [que Youssef acusou de ser “pau-mandado” de Cunha]. Foi o advogado do Paulo que me segurou. Eu sabia que o Eduardo Cunha estava por trás das besteiras que ele estava falando.”

Do doleiro Alberto Youssef à Veja sobre o futuro do Brasil:

“Não vejo interesse em mudar os costumes políticos. Essa fase de Lava Jato vai passar, e vai continuar tudo como está. O sistema vai continuar. O Brasil não vai mudar.”

Mais adiante, Youssef disse que o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto “é um cara que não tem um centavo para puxar para ele”, “um cara correto”, “o dinheiro roubado entrava e ele mandava para o PT”.

“Eu digo sempre que tem dois caras que não roubaram ali. Um sou eu. O outro é o Vaccari.”

Ambos estavam envolvidos em um esquema de corrupção, “mas não roubamos”, reiterou o doleiro.

“Éramos prestadores de serviço. O dinheiro era dos outros.”

O Brasil, de fato, não vai mudar enquanto roubar para os outros não for também considerado roubar.

Sobre Silvan Magalhães (2947 artigos)
Francisco Silvan Magalhães Moreira, 52 anos, natural de Pedra Branca - Ceará, formado em Administração de Empresas e Pós-Graduado em Perícia e Auditoria Ambiental.

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