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ENTREVISTA COM JAIR BOLSONARO

O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) deu uma entrevista à Veja.

Quais devem ser as prioridades da campanha de 2018?

“Hoje em dia não dá para falar em quase nada se você não diminuir a temperatura da questão da violência. O pessoal fala muito em economia, mas o que é a economia perto da violência? O país não tem economia. Eu raramente vou sair à noite para comer uma pizza com a minha família na Barra da Tijuca. Muitas pessoas compram relógio e tênis nas feiras do Paraguai porque serão assaltadas se adquirirem algo razoável. Você não tem economia se não começar no básico, no bê-á-bá. A prioridade de qualquer candidato – e pode ser até a prioridade do Temer agora – é baixar a temperatura da questão da violência.”

Como é ser chamado por adversários de “aventureiro”?

“O que eles têm para falar a meu respeito? Eu não sou igual à maioria deles, corruptos ou patrocinados por grupos de políticos que estão envolvidos em corrupção. O que é ser aventureiro? Qualquer um tem o direito de ser candidato, basta ter mais de 35 anos de idade. Esses caras querem me desqualificar. Já cansaram de me chamar de fascista, racista, homofóbico e xenófobo. Cansaram. Agora vão me chamar de aventureiro? O que foi a Dilma? A Dilma foi um poste do Lula. Qual era a bagagem cultural do próprio Lula quando ele se candidatou à Presidência? O pessoal tem que respeitar a vontade popular. Eu sou aquele sobre quem eles menos têm coisas para falar, nem partido eu tenho.”

Em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, Bolsonaro ainda está em busca de um partido para disputar as eleições de 2018.

É contraditório conversar com o Muda Brasil, do ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), condenado no mensalão, e com o PSDC, do José Maria Eymael, citado nas delações da Odebrecht?

“Eu converso com todo mundo. O cara vem falar comigo no plenário, você acha que vou fugir? Não vou mentir para ninguém. Só iria para o Muda Brasil se ele fosse 100% meu, sem nenhuma participação do Valdemar. É difícil achar um partido 100% puro na Câmara, tem que achar o mais adequado. O Zé Maria Eymael tem uma citação de passagem [no escândalo da Odebrecht]. Você não tem como ir para um partido de santo, lamentavelmente. Mas também não quero encontrar um partido com o capeta. Busco aquele que tenha menos gente envolvida. O Zé Maria Eymael não tem mandato, pelo que sei foi só uma pessoa que citou o nome dele.

Vou te adiantar uma coisa muito importante. As empreiteiras colocaram 300, 400, 500 reais na conta de muitos candidatos. Eles nem sabiam, nem se deram conta de onde vinha o dinheiro. Hoje em dia precisam se explicar por que usaram 500 reais da Friboi, da OAS ou da Odebrecht. As empreiteiras põem na conta do partido, e os partidos dividem. Muitos líderes de partidos agiram na má-fé e distribuíram quantias irrisórias para candidatos, pensando que, se eles fossem eleitos, teriam que defender o partido porque estavam envolvidos nessa propina legal.”

Bolsonaro também critica o oportunismo de outros candidatos:

“Vejo que a campanha de alguns candidatos é bater no Lula, mas resolveram bater no Lula depois que ele caiu em desgraça. Eu duvido que eles não soubessem o que estava sendo feito em Brasília antes. Agora posam de bater no Lula porque ele caiu em desgraça. Eu bato no Lula, nessa esquerda que nem era PT, desde 1970, nas matas do Vale do Ribeira, quando tinha 15 anos e participei com o Exército da caça ao [guerrilheiro Carlos] Lamarca. Bato nesse pessoal há muito tempo, sei quais são os seus propósitos. Eles querem nos transformar em uma grande pátria bolivariana.”

Qual a chance de vencer em 2018 disputando por um partido nanico e com pouco tempo de TV?

“As mídias sociais terão um papel muito forte nessas eleições. E se eu fizer uma campanha com meu dinheiro, sei que não vai ter margem empresarial. Se buscar outras formas de angariar dinheiro para campanha, daqui a pouco eu vou estar enrolado. Você se enrola se mexer com dinheiro e política. Não estou fazendo isso por obsessão, eu entendo que o que acontece comigo é uma missão de Deus e ponto final. Acredito que temos como atingir o sucesso nas nossas mídias sociais. Se for a vontade de Deus, se for a missão dele, estarei pronto para cumpri-la.”

Qual a possibilidade de que simpatizantes de políticos de matizes ideológicas diferentes façam voto útil para derrotá-lo?

“Vou fazer de conta que você é meu colega de faculdade e te responder desta forma: malandro, qual é a tua? Todos os políticos são iguais, todo mundo é de esquerda. Os matizes são de quem rouba mais ou menos. Em questão de ideologia, eles são todos iguais. Eu sou diferente deles. Peço desculpas, mas vamos fazer de conta que você é meu colega de faculdade e eu tenho a liberdade de falar palavrão, de dar um cascudo, porque não existem matizes ideológicos diferentes. São todos iguais. E já ouvi muitos deputados do PSDB e do PMDB falando que estarão comigo em 2018. O partido terá sua posição, mas os políticos não seguirão.”

O senhor acha que a polarização prejudica o debate?

“A pauta da direita passou a ser palatável neste ano. Até o ano passado, era só palavrão. Eu sempre falei que era de direita. E o que era direita? Era fazer o contrário do que o PT vinha fazendo. Agora, como isso passou a ser bonito, muitas pessoas de partidos e de setores da imprensa botaram o PSC na direita e me colocaram na extrema direita. Chegaram a esse absurdo.

Creio que a questão ideológica é importante. Como vejo que a família é a célula da sociedade, e tenho para mim a defesa da família e da criança na sala de aula, isso pesa a meu favor. Até pouco tempo era palavrão, agora passou a ser bem-visto. Mas tem muita gente que está posando de direita e não passa de um esquerdinha fantasiado.

“Quem leu mais cedo nosso post “Bolsonaro provoca Doria” sabe que esta é mais uma indireta ao prefeito de São Paulo, João Doria Jr. Na verdade, a segunda da entrevista. A primeira foi a crítica aos candidatos que só resolveram bater no Lula depois que ele caiu em desgraça.

No encerramento da entrevista à Veja, Jair Bolsonaro (PSC-RJ) respondeu o que fará depois das eleições de 2018 se for derrotado:

“No meu entender, se tivermos em 2019 um governo que seja do PT, do PSDB ou do PMDB, acho que vai ser difícil eu permanecer no Brasil, porque a questão ideológica é tão ou mais grave do que a corrupção.”

A revista perguntou para onde Bolsonaro iria:

“Não tenho cidadania ainda, mas a minha origem é italiana. Não pensei com mais seriedade, mas, se você fizer uma pesquisa, verá que o número de pessoas que estão pedindo dupla cidadania europeia tem aumentado muito.”

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Sobre Silvan Magalhães (3807 artigos)
Francisco Silvan Magalhães Moreira, 52 anos, natural de Pedra Branca - Ceará, formado em Administração de Empresas e Pós-Graduado em Perícia e Auditoria Ambiental.

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