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“FUI GUARDIÃ DE UMA VIDA”, DIZ ENFERMEIRA

Ser guardiã de uma vida foi uma experiência incrível, fantástica”. É com esse entusiasmo que a enfermeira Natalícia Azevedo, do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), inicia o relato sobre o transporte de uma bolsa de sangue de tipo extremamente raro que salvaria a vida de um bebê de Medellin, na Colômbia.

Coube à enfermeira a responsabilidade de levar a bolsa de Fortaleza até Bogotá, capital da Colômbia, em um percurso de mais de 4 mil quilômetros em 11 horas de viagem em três voos comerciais no fim de semana passado. Foi a primeira vez que o Brasil doou sangue raro a um paciente que estava fora do país, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

O sangue transportado é de um tipo raro chamado “hh” ou fenótipo Bombaim. A paciente que recebeu a doação é uma menina de um ano e dois meses que apresentava sangramento digestivo grave e precisava de transfusão urgente. Pessoas com esse tipo de sangue só podem receber doação de outras que tenham o mesmo tipo sanguíneo. O fenótipo Bombaim não tem o antígeno H nas células vermelhas do sangue. Também é conhecido como “falso O”, o grupo sanguíneo de Bombaim não tem antígeno ABO nem H.

Mas antes desse transporte era necessário remover obstáculos. O primeiro deles foi obter autorização do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para transportar o sangue. “Sangue não pode ser transportado sem autorização. Além disso, a bolsa precisa estar acondicionada em uma caixa hermética em temperatura ideal e constante. Também não pode passar pelo raio-x das esteiras de bagagem”, diz a diretora do Hemoce Luciana Carlos.

Como o tempo e as condições de transporte eram fatores importantes a serem considerados – tanto para garantir a qualidade do sangue como pela urgência da transfusão – optou-se por um ‘courier’, ou seja, uma pessoa que acompanhasse o transporte. A escolhida foi a enfermeira Natalícia Azevedo, de 42 anos. “Ela apresentou todas as condições para realizar a tarefa. Além do conhecimento técnico, estava com passaporte e vacinas em dia”, explica Luciana.

Sobre Silvan Magalhães (1991 artigos)
Francisco Silvan Magalhães Moreira, 52 anos, natural de Pedra Branca - Ceará, formado em Administração de Empresas e Pós-Graduado em Perícia e Auditoria Ambiental.

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