JUSTIÇA

INDEFERIDO NOVO PEDIDO DE PRISÃO CONTRA GEDDEL

No novo pedido de prisão de Geddel Vieira Lima, os procuradores destacaram trechos do depoimento de Lúcio Funaro em que o ex-operador conta que entregava “malas ou sacolas de dinheiro” para Geddel na sala VIP do hangar da empresa Aerostar, no aeroporto de Salvador.

Os procuradores Anselmo Lopes e Sara Moreira de Souza Leite também ressaltaram no novo pedido de prisão preventiva de Geddel Vieira Lima trecho do depoimento de Lúcio Funaro à Polícia Federal sobre as ligações do ex-ministro de Michel Temer.

Também no novo pedido de prisão, foram arrolados depoimentos de Lúcio Funaro e sua mulher Raquel e perícia que constatou 17 contatos telefônicos (16 ligações recebidas) de Geddel Vieira Lima, apenas entre os dias 13 de maio e 1 de junho.

“Geddel telefonou a Raquel Pitta quase uma vez por dia (…). Indica, outrossim, uma atividade de monitoramento diário sobre o humor e a intenção de colaboração” de Funaro.

Ah sim, Geddel mentiu em sua audiência de custódia.

Raquel Pitta disse à PF, segundo depoimento acostado no novo pedido de prisão, que antes da prisão de Lúcio Funaro nunca manteve contato com Geddel Vieira Lima e nem sequer tinha seu telefone celular.

Ela narrou apenas dois episódios em que esteve com o ex-ministro. Numa viagem à Bahia, quando Lúcio desceu do jatinho com uma sacola e se dirigiu ao banheiro do hangar, e no nascimento da filha do casal.

Funaro confirmou a versão à PF.

Em depoimento de Lúcio Funaro à Polícia Federal, fica claro que Geddel Vieira Lima não fazia questão de esconder suas influências.

Quando Lúcio Funaro trocou o advogado Daniel Gerber por Vera Carla, o ex-ministro reclamou por WhatsApp: “Que porra é essa”. E disse que “o advogado era bom e estaria fazendo tudo certinho, que estaria tudo certo para a saída dele, mas que com a entrada de Vera Carla tinha ficado ruim para o juiz”.

O novo pedido de prisão do MPF contra Geddel Vieira Lima focava especialmente no crime de venda de prestígio, que não está abarcado na decisão do desembargador Ney Bello.

Segundo o MPF, ao vender a Lúcio Funaro a expectativa de um benefício por supostamente exercer influência no Judiciário, Geddel “contribuiu para incutir receio em Funaro de que sua situação processual poderia ser prejudicada caso apontasse os crimes cometidos por Geddel e sua organização criminosa, terminando, assim, por embaraçar a investigação”.

Da mesma forma, “levou a que Funaro comprasse a fumaça vendida por Geddel, cedendo a este um benefício (não ser apontado e responsabilizado por seus fatos criminosos) em troca do exercício de sua pretensa influência perante o Poder Judiciário”.

Mesmo diante de tantas evidências, o juiz Vallisney de Oliveira indeferiu o novo pedido de prisão de Geddel Vieira Lima apresentado hoje pelo MPF.

Vallisney não quis comprar briga com o desembargador Ney Bello, que transferiu Geddel para prisão domiciliar na Bahia – mesmo sem tornozeleira disponível para monitoramento.

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