LAVA JATO

MARCELO ODEBRECHT DEPÕE COMO TESTEMUNHA DE FUNARO

Marcelo Odebrecht é o primeiro a falar como testemunha de Lúcio Funaro. Como réu colaborador, o juiz Vallisney de Oliveira dispensou o registro de imagens. Haverá apenas o registro de voz.

Marcelo Odebrecht disse que não conhece Lúcio Funaro, mas já esteve com Eduardo Cunha na residência oficial da Câmara. O encontro foi organizado por executivo da Odebrecht Ambiental.

O encontro ocorreu em fevereiro de 2015 e teve como pauta a contratação de uma empresa de espionagem (Kroll) para tentar encontrar falhas na Operação Lava Jato.

Marcelo Odebrecht disse que tinha conhecimento do relacionamento de Benedicto Júnior com Eduardo Cunha, mas não das “tratativas que ele tinha” com o ex-presidente da Câmara.

Marcelo Odebrecht disse que ouvia falar da influência de Eduardo Cunha no FGTS, mas não na Caixa como um todo.

“O que se ouvia falar é que ele tinha influência no FGTS, após a entrada do Fábio Cleto. Nunca escutei influência dele na Caixa Econômica Federal. Mas nunca ninguém me assegurou isso diretamente.”

MO lembrou de embate entre a Odebrecht Ambiental e a Estre para obter recursos no FI-FGTS. “O que se falava é que o Dr. Eduardo Cunha estava por trás da Estre (…) A gente não queria brigar diretamente com ele, porque sabíamos da influência.”

Marcelo Odebrecht disse também que o grupo de Eduardo Cunha com influência no FI-FGTS era integrado também por Henrique Alves e Michel Temer.

“O Claudio Melo dizia que Michel Temer fazia parte desse grupo, mas a pessoa que tem essa informação direta é ele. Ele sabia que tinha essa relação. A única pessoa que lembro que o Claudio dizia que fazia parte era o Temer.”

Marcelo Odebrecht disse que, nas tratativas com o PMDB da Câmara, era informado da existência de dois grupos: um de Eliseu Padilha e outro de Eduardo Cunha, que extrapolava a bancada peemedebista.

“A gente ouvia que Cunha tinha influência sobre vários outros deputados.”

Marcelo Odebrecht disse que para conseguir um parecer favorável do comitê de investimento do FI-FGTS era necessário atuar sobre cada um dos membros, direta ou indiretamente.

“Tinha que influenciar vários membros do comitê, ou se buscava a pessoa diretamente ou o padrinho político, pois todos tinham padrinhos.”

Ele explicou que interagia com Moreira Franco, representante do PMDB; Andrezinho, no âmbito do PT, e Carlos Lupi pelo PDT. “Tive encontros institucionais com esses três, mas quem pode falar da natureza ilícita ou ilícita é o Claudio Melo.”

Marcelo Odebrecht disse ainda que não sabia que o filho de Moreira Franco, Pedro, trabalhava na Odebrecht Ambiental. “Não o conheço.”

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