POLÍTICA

“GEDDEL JÁ CUMPRIU SEU CICLO”

Na decisão que prendeu Geddel Vieira Lima, o juiz Vallisney de Oliveira diz que a liberdade de Geddel Vieira Lima representa risco iminente “de prejuízo ao processo e ao inquérito, sobretudo no estágio das investigações da Operação Cui Bono”.

“É que em liberdade, Geddel, pelas atitudes que vem tomando recentemente, pode dar continuidade a tentativas de influenciar testemunhas que irão depor na fase de inquérito da Operação Cui Bono, bem como contra pessoas próximas aos coinvestigados e réus presos Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves e Lúcio Bolonha Funaro, seja por meio de pessoas próximas a estes réus, ou parentes próximos, como, por exemplo, com a continuidade das investidas telefônicas ou até pessoais com mais intensidade contra a esposa ou até irmão de Lúcio Funaro.”

Lideranças partidárias disseram que a prisão de Geddel Vieira Lima pode, num primeiro momento, influenciar deputados que votariam pelo arquivamento da denúncia contra Michel Temer.

Se essa mudança de lado vai vingar ou não, dependerá da reação do Planalto e das ruas.

Na decisão da prisão de Geddel Vieira Lima, o juiz Vallisney de Oliveira aponta as acusações de corrupção que pesam contra o ex-ministro.

Como vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, ainda no governo Dilma Rousseff, Geddel “teria manipulado alguns empréstimos milionários relativos às empresas do Grupo Constantino, Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários, Comporte Participações, Marfrig, Seara, J&F Investimentos, Bertin, JBS, Big Frango, Dinâmica Segurança Patrimonial, dentre outras (…) recebendo em contrapartida valores milionários”.

À PF, Lúcio Funaro confirmou o repasse de R$ 20 milhões a Geddel. Joesley Batista disse que pagou um total de R$ 100 milhões ao PMDB, por esse mesmo esquema. Com exceção da operação para a compra da Alpargatas, Geddel recebeu propina por todos os demais empréstimos.

Na semana passada, em entrevista a um site da Bahia, o presidente do PMDB de Salvador, o deputado Lúcio Vieira Lima, informou que seu irmão Geddel “está fora da eleição de 2018 e não pretende mais disputar cargos eletivos”.

“Geddel já cumpriu seu ciclo.”

Está começando um novo.

No áudio da conversa clandestina entre Joesley Batista e Michel Temer, o empresário cita Geddel Vieira Lima como intermediário entre ele e o presidente.Mas que estava complicado — porque podia parecer obstrução de Justiça, completa Temer.

E foi assim que Rodrigo Rocha Loures substituiu Geddel.

Enquanto isso, a tropa de choque de Michel Temer usará a prisão de Geddel Vieira Lima para tentar emplacar o discurso de que o presidente está sendo perseguido pelo Ministério Público.

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