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JOESLEY: “QUEM NÃO ESTÁ PRESO, HOJE ESTÁ NO PLANALTO”

Joesley Batista também comentou, em sua entrevista à Época, a briga por dinheiro ocorrida dentro do PMDB durante a campanha presidencial de 2014 e revelada na delação de Ricardo Saud, diretor de relações institucionais do grupo J&F, do qual o frigorífico JBS faz parte.

“Ricardinho falava direto com Temer, além de mim. O PT mandou dar um dinheiro para os senadores do PMDB. Acho que R$ 35 milhões. O Temer e o Eduardo descobriram e deu uma briga danada. Pediram R$ 15 milhões, o Temer reclamou conosco. Demos o dinheiro. Foi aí que Temer voltou à Presidência do PMDB, da qual ele havia se ausentado. O Eduardo (Cunha) também participou ativamente disso.”

Joesley Batista explicou à Época que, de baixo para cima, a hierarquia do PMDB na relação com a JBS começava com o operador Lúcio Funaro e passava por Eduardo Cunha até chegar a Michel Temer.

“A pessoa a qual o Eduardo se referia como seu superior hierárquico sempre foi o Temer. Sempre falando em nome do Temer. Tudo que o Eduardo conseguia resolver sozinho, ele resolvia. Quando ficava difícil, levava para o Temer. Essa era a hierarquia. Funcionava assim: primeiro vinha o Lúcio. O que ele não conseguia resolver ele pedia para o Eduardo. Se o Eduardo não conseguia resolver, envolvia o Michel.”

Temer indicava Eduardo Cunha para acertar a parte financeira com Joesley Batista.

Foi o que disse o empresário em sua entrevista à Época.

Joesley costumava se acertar com o operador Lúcio Funaro e depois começou a “tratar uns negócios direto com o Eduardo”, em 2015, quando ele assumiu a Presidência da Câmara.

“Não sei também quanto desses acertos iam para o Michel [Temer]. E com o Michel mesmo eu também tratei várias doações. Quando eu ia falar de esquema mais estrutural com Michel, ele sempre pedia para falar com o Eduardo. ‘Presidente, o negócio do Ministério da Agricultura, o negócio dos acertos…’ Ele dizia: ‘Joesley, essa parte financeira toca com o Eduardo e se acerta com o Eduardo’. Ele se envolvia somente nos pequenos favores pessoais ou em disputas internas, como a de 2014.”

Após dizer à Época que Michel Temer lidera “a maior e mais perigosa organização criminosa desse país”, Joesley Batista, da JBS, apontou quem são os integrantes:

O Temer é o chefe da Orcrim da Câmara. Temer, Eduardo [Cunha], Geddel [Vieira Lima], Henrique [Eduardo Alves], [Eliseu] Padilha e Moreira [Franco]. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites. Então meu convívio com eles foi sempre mantendo à meia distância: nem deixando eles aproximarem demais nem deixando eles longe demais. Para não armar alguma coisa contra mim. A realidade é que esse grupo é o de mais difícil convívio que já tive na minha vida. Daquele sujeito que nunca tive coragem de romper, mas também morria de medo de me abraçar com ele.”

Sobre Silvan Magalhães (1126 artigos)
Francisco Silvan Magalhães Moreira, 52 anos, natural de Pedra Branca - Ceará, formado em Administração de Empresas e Pós-Graduado em Perícia e Auditoria Ambiental.

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