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OS INDICADOS DO PSDB PARA O CONSELHO DE ÉTICA

O líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer, entrou em contato com O Antagonista para dizer que as indicações do partido para o Conselho de Ética foram definidas em reunião da bancada, com a presença de 10 dos 11 senadores — Aécio Neves, afastado do cargo, não teve nenhuma participação, afirma o senador.

Ainda de acordo com Bauer, os nomes foram escolhidos a partir da exclusão do atual presidente do partido e daqueles citados em delações ou investigados. Sobraram, assim, Flexa Ribeiro e Eduardo Amorim, como titulares; Ataídes Oliveira e o próprio Paulo Bauer, como suplentes.

Em 2013, o tucano Flexa Ribeiro, indicado pelo PSDB para o Conselho de Ética do Senado, foi pego por O Globo usando dinheiro da verba indenizatória para pagar aluguel à Engeplan, construtora da qual foi dono até 2004.

Em 2004, Flexa Ribeiro e outros 27 empresários e políticos foram presos pela PF durante a Operação Pororoca. A PF os acusava de fraudes em licitações no Amapá e Pará, estado de Flexa Ribeiro. Uma das empresas do esquema era a Engeplan.

O nosso palpite é que Flexa Ribeiro não quer cassar Aécio Neves.

Indicado por seu partido para integrar o Conselho de Ética do Senado, o tucano Eduardo Amorim, de Sergipe, trocou o PSC pelo PSDB no início deste ano. Ele disse que escolheu o novo partido porque também admira a trajetória política de Geraldo Alckmin e Aécio Neves. São duas “referências” de Eduardo Amorim.

O nosso segundo palpite: Eduardo Amorim não vai querer cassar uma das suas “referências”.

Indicado pelo PSDB para o Conselho de Ética, como suplente, Ataídes Oliveira, de Tocantins, foi apontado por uma investigação da CPI do Cachoeira como beneficiário de 6,3 milhões de reais recebidos de empresas ligadas ao bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Ataídes Oliveira foi citado numa gravação feita pela PF, na Operação Monte Carlo, como “amigo” de Cachoeira.

Temos um terceiro palpite: Ataídes Oliveira não quer cassar Aécio Neves.

O catarinense Paulo Bauer, indicado pelo PSDB para o Conselho de Ética, como suplente, foi citado na delação premiada da JBS.

De acordo com uma planilha entregue ao MPF por Joesley Batista, ele teria levado 100 mil reais em propina dissimulada de doação oficial para a campanha ao Senado, em 2010, e 400 mil reais em 2014, quando concorreu ao governo de Santa Catarina.

Nosso quarto palpite: Paulo Bauer não quer cassar Aécio Neves.

Sobre Silvan Magalhães (1122 artigos)
Francisco Silvan Magalhães Moreira, 52 anos, natural de Pedra Branca - Ceará, formado em Administração de Empresas e Pós-Graduado em Perícia e Auditoria Ambiental.

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